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quarta-feira, 23 de maio de 2012

22%: Professores do Piauí admitem avanço, mas greve pode ser mantida

Categoria se reúne nesta segunda-feira ao lado da sede do governo para votar se aceita proposta ou continua parada.

Após a reunião de sábado na qual o governador Wilson Martins (PSB) aceitou pagar reajuste linear de 22,23% para os professores da rede estadual, trabalhadores voltam a votar em assembleia se continuam a greve, que já ultrapassa os 70 dias, ou retomam as aulas. Apesar de considerar um avanço, a categoria ainda pode optar pela manutenção do movimento, uma vez que o aumento salarial proposto seria parcelado em quatro vezes até outubro.
Reunião com governador no sábado
Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação – Sinte-PI -, Odeni Silva destacou o avanço na negociação, já que o reajuste aprovado para todos os professores era de 8%.”Nós não podemos dizer qu enão foi um avanço”, disse ao Cidadeverde.com.
No entanto, a comissão de greve que negociou com o Governo pode votar durante a assembleia pela manutenção do movimento. “Essa proposta não atende ainda a categoria, apesar de já considerarmos um avanço a questão dos 22% linear. Mas o fato de ser parcelado em quatro vezes pode levar a continuidade da greve. (…) Se nós chegamos até aqui, vamos continuar até onde queremos chegar”, sugere Odeni Silva.
A sindicalista, ainda assim, diz que a palavra final será dos professores, convocados para assembleia às 9h no acampamento montado ao lado do Palácio de Karnak há duas semanas. Se a categoria decidir pelo fim da greve, as aulas recomeçam ainda na terça-feira. Do contrário, o Sinte tentará retomar as negociações para que o reajuste linear seja aplicado de forma imediata. “A categoria é soberana, sabe o que quer”, completa.
Fonte: CidadeVerde.com

ENTIDADES REPUDIAM VIOLÊNCIA

As entidades abaixo relacionadas se solidarizam com a presidente do SINTE-PI, professora Odeni Silva, que por sua dedicação e luta em prol da categoria, merece todo o respeito dos Trabalhadores em Educação e da sociedade piauiense. Condenamos a violência promovida por um grupo dentro da categoria na assembleia geral dos Trabalhadores em Educação do Piauí, que na manhã da terça-feira (15), agrediu várias pessoas, entre elas a professora Odeni Silva.
As entidades abaixo consideram que o ato de violência, longe de contribuir para a união do movimento e a defesa dos direitos dos trabalhadores em educação, só vem macular a imagem dos docentes piauienses, que sempre estiveram comprometidos com a democracia e a defesa da cidadania.
As agressões têm sido uma prática de grupos de professores que não respeitam a democracia, a pluralidade de pensamento e as direções de sindicatos eleitas democraticamente pelos trabalhadores. Constituem-se somente em ato para fortalecer o partido político ao qual os agressores são filiados. Não é a primeira vez que, infelizmente, ocorrem manifestações de violência durante greves de trabalhadores da Educação, com o agravante, no episódio atual, de violência contra os trabalhadores de outras cidades que estiveram na assembleia geral para manifestar suas posições a respeito da greve.
Também apoiamos a suspensão do movimento grevista até que a situação se acalme e que o governo abra um novo canal de negociações com a categoria.
CENTRAL DOS TRABALHADORES DO BRASIL-PIAUÍ
SINDICATO DOS MOTORISTAS;
SINDICATO DOS BANCARIOS
SINDICATO DOS COMERCIÁRIOS
SINDICATO DOS SERVIDORES PUBLICOS FEDERAIS
SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE CONFECÇÕES
SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS URBANAS
SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DA CONSTRUÇÃO CIVIL
SINDICATO DOS EMPREGADOS NOS ESTABELECIMENTOS DE SAUDE
SINDICATO DOS VIGILANTES;
SINDICATO DOS SERVIDORES NO SISTEMA DE PLANEJAMENTO
SINDICATOS DOS TRABALHADORES EM TELECOMUNICAÇÕES – SINTTEL
SINDICATO DOS TRABALHADORES EM PROCESSAMENTO DE DADOS – SINDPD
SINDICATO DOS SERVIDORES DA FUNDAÇÃO CULTURAL DO PIAUI